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O imaginário coletivo da sexualidade: Reflexões sobre a Construção Social do Desejo

O imaginário coletivo da sexualidade é sobre fazer sexo. Mas a sexualidade é muito mais do que o ato sexual. Sexualidade é toda força que nos leva a alguma coisa. É o que nos conduz no percurso entre eu e o outro. Por isso, o erotismo adoece quando não é móvel, quando se fixa em um objeto, em uma ideia, em um único lugar. O maior prazer está em nunca sabermos até onde nossa sexualidade pode nos levar.

A sexualidade é uma dimensão fundamental da vida humana, presente em todas as sociedades e culturas. No entanto, a forma como ela é vivida e entendida varia amplamente de acordo com as normas, valores e crenças de cada época e lugar. Neste artigo, vamos explorar o imaginário coletivo da sexualidade, ou seja, as representações sociais, vividas e culturais que influenciam nossa compreensão e prática do desejo sexual.

O imaginário coletivo da sexualidade é construído através de uma variedade de sentimentos de desejo social, incluindo a educação, a religião, os meios de comunicação e as emoções interpessoais. Por exemplo, a educação sexual nas escolas pode transmitir mensagens sobre o que é considerado normal ou anormal em termos de sexualidade, enquanto a religião pode prescrever regras específicas sobre o comportamento sexual aceitável.


Além disso, a mídia e a cultura popular muitas vezes retratam a sexualidade de maneiras estereotipadas ou idealizadas, o que pode influenciar a forma como as pessoas entendem e expressam sua sexualidade. Essas representações sociais da sexualidade muitas vezes refletem e reforçam normas e obediências de poder. Por exemplo, a ideia de que os homens são naturalmente mais sexualmente agressivos e as mulheres são naturalmente mais passivas e submissas pode levar a relacionamentos desiguais e até mesmo à violência sexual. Da mesma forma, a heteronormatividade - a ideia de que a heterossexualidade é a única forma legítima de desejo sexual - pode excluir e marginalizar pessoas que se identificam como LGBTQIAPN+.


No entanto, o imaginário coletivo da sexualidade também pode ser contestado e transformado. Movimentos sociais como o feminismo, a luta LGBTQIAPN+ e a promoção da sexualidade saudável e consensual têm desafiado as normas sociais restritivas e opressivas em torno da sexualidade. Além disso, a psicologia social tem nos mostrado que a sexualidade é uma experiência complexa e diversa, que não pode ser reduzida a estereótipos ou generalizações simplistas.

O imaginário coletivo da sexualidade é uma construção social que agencia nossas compreensões e práticas sexuais. Ao reconhecer e questionar as representações sociais restritivas e opressivas da sexualidade, podemos trabalhar para criar uma sociedade mais inclusiva, saudável e justa em relação à diversidade sexual e de gênero.


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